Em janeiro deste ano, o oftalmologista Fernando Korn Malerbi embarcou em uma expedição com um objetivo especial: levar atendimento médico gratuito a três reservas indígenas do Estado do Mato Grosso. “Fui convidado para me juntar a um time de médicos que já realiza ações periódicas nesses locais”, conta Malerbi.

O grupo é composto por médicos do Departamento de Medicina Social, da Faculdade de Medicina da USP (Ribeirão Preto), e do Departamento de Endocrinologia, da Escola Paulista de Medicina, da Unifesp.

Nessa expedição, participaram quatro especialistas nas áreas de oftalmologia, endocrinologia e medicina preventiva e social.

Malerbi explica que as reservas Sangradouro, Meruri e São Marcos apresentam altas taxas de diabetes mellitus. “Essa doença pode desencadear vários outros problemas de saúde, como retinopatia diabética. Caso não detectada e tratada adequadamente a tempo, essa alteração oftalmológica pode levar a cegueira”, esclarece.

 

 

Para identificar a doença e também outras possíveis disfunções, o médico realizou exames de retinografia e tonometria de aplanação. Ao todo, foram avaliados 193 índios, das tribos Xavantes e Bororos, durante oito dias de trabalho.

Além de retinopatia diabética, também foram constatados casos de catarata.

 

 

 

Eyer

 

O oftalmologista utilizou o retinógrafo portátil Phelcom Eyer para realizar os exames.

O equipamento é o que há de mais moderno em retinografia portátil para prevenção e diagnóstico de doenças relacionadas à visão.

Ele funciona acoplado a um smartphone e realiza exames de retina de alta qualidade, em poucos minutos e sem a necessidade de dilatação da pupila. Por ser integrado à nuvem, disponibiliza automaticamente os dados na plataforma online EyerCloud para serem analisados por um especialista em qualquer lugar do mundo. Ou seja, permite o diagnóstico remoto.

“A experiência com o equipamento foi muito boa, principalmente pela portabilidade e facilidade de uso”, avalia Malerbi.

Ele relembra que já esteve envolvido em outros projetos com o retinógrafo, também para diagnóstico de retinopatia diabética. “Acredito que o Eyer seja muito relevante para esse tipo de ação, representando uma alternativa importante para rastreamento de populações que vivem em áreas remotas”, conclui.

 

 

Phelcom Technologies

 

“O objetivo principal do Eyer é democratizar e levar acesso à saúde para locais que hoje sofrem com déficit em infraestrutura na área, como especialistas e equipamentos. Com a portabilidade, preço acessível e a possibilidade de diagnóstico remoto, pela nuvem, conseguimos ajudar os profissionais da saúde a cuidarem de mais pessoas”, contam os fundadores da startup Phelcom Technologies, José Augusto Stuchi, Flávio Pascoal Vieira e Diego Lencione.

De acordo com o primeiro Relatório Mundial sobre Visão, desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 2,2 bilhões de pessoas sofrem com problemas de visão em todo o mundo. Desse total, 1 bilhão de casos seriam evitáveis ou passíveis de correção, como miopia, catarata, glaucoma e hipermetropia.