O tratamento de diabetes pode ser um verdadeiro desafio para os médicos em relação ao acompanhamento e acesso aos dados diários do paciente. Por exemplo, a falta de conhecimento do controle glicêmico correto é um dos problemas mais frequentes nos consultórios.

Na verdade, é o comprometimento do diabético nos cuidados do dia a dia, como medição da glicemia e alimentação saudável, que interfere diretamente nos resultados positivos ou negativos do tratamento.

Neste sentido, a tecnologia pode auxiliar de forma mais rápida e assertiva no diagnóstico, controle e manejo da doença. Hoje, há ferramentas inovadoras no mercado que possibilitam a monitorização contínua da glicemia e detectam complicações como retinopatia diabética por meio de exames no celular, dentre outros.

Em seguida, conheça 4 tecnologias que facilitam a rotina de médicos no controle da diabetes de seus pacientes.

 

Sistemas de monitorização contínua da glicemia

 

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Imagine verificar a taxa de glicose apenas com a leitura de um pequeno sensor instalado na parte de trás do braço? Com a ajuda de um dispositivo semelhante ao celular, o paciente acompanha na tela os níveis no sangue sem precisar furar os dedos várias vezes ao dia.

Isso porque ao invés de analisar a gota de sangue, como ocorre tradicionalmente, a tecnologia usa o líquido intersticial para capturar a quantidade da glicose.

Além disso, o aparelho faz a checagem 16 vezes por dia e mostra uma previsão de queda ou alta do açúcar nas horas seguintes. Desse modo, ajuda a evitar a hiper e hipoglicemia.

A duração do sensor é de 14 dias.

 

Nuvem e compartilhamento de dados com médicos sobre diabetes

 

A tecnologia também permite escanear as informações capturadas a cada oito horas, que ficam armazenadas no próprio aparelho ou pelo aplicativo disponível para Android ou iOS.

Os dados podem ser enviados ao médico por meio da nuvem. Dessa forma, o especialista acompanha, em tempo real, o quadro do paciente e decide por eventuais mudanças no tratamento, caso seja necessário.

Outra vantagem é a possibilidade de compartilhar os dados com outras pessoas, como pais e cuidadores. Assim, fica ainda mais seguro o controle da diabetes.

Os sistemas de monitorização contínua da glicemia têm apresentado resultados interessantes. Por exemplo, uma pesquisa com 50 mil usuários demonstrou um aumento de quase cinco horas de permanência na faixa ideal de glicemia.

Sem dúvida, obter os dados corretos e avaliar de perto as curvas glicêmicas do paciente auxilia muito os médicos no manejo da doença.

 

Bomba de insulina com monitor contínuo de glicose

 

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A bomba de insulina com monitor contínuo de glicose permite que o médico determine as quantidades exatas que devem ser liberadas para o paciente.

Para isso, o aparelho realiza a leitura do nível de açúcar do sangue a cada 5 minutos. Quando necessário, fornece insulina de ação rápida por meio de uma cânula que é colocada sob a pele do usuário.

Além disso, o equipamento dispara atualizações frequentes sobre os níveis de glicose e avisos de baixas e altas para o paciente.

 

Insulina inalável para diabetes

 

A insulina inalável é comercializada em pó, em cartuchos com três tipos de dosagem. O paciente encaixa o cartucho em um inalador e, ao aspirar, leva a substância ao pulmão, que é absorvida pela corrente sanguínea. Dessa forma, reduz os níveis de glicemia.

Até então, as insulinas disponíveis no Brasil eram somente injetáveis.

Sem dúvida, essa tecnologia avançada é uma forma de tratamento com ação ultrarrápida. A injeção de glicose no sangue começa a agir em 10 minutos, com pico de ação em 15 minutos, e um efeito que dura de 2 a 3 horas.

Há, porém, algumas contraindicações: pacientes com problemas pulmonares, asmáticos, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e fibrose pulmonar, além de fumantes, não podem utilizar a insulina.

Isso porque a absorção pelo pulmão nesses pacientes pode não ser a adequada e a utilização da insulina pode deflagrar crises de asma. O uso também não é recomendado a menores de 18 anos, já que o produto não foi estudado em pacientes desta faixa etária.

 

Infográfico: Divulgação/Biomm

 

 

Retinógrafo portátil

 

Outra tecnologia que ajuda no controle de diabetes do paciente é o retinógrafo portátil. Com ele, é possível realizar exames de fundo de olho e identificar possíveis agravamentos da doença, como retinopatia diabética.

O equipamento é acoplado a um smartphone e realiza imagens precisas da retina, sem a necessidade de colírio para dilatar a pupila. A imagem capturada é disponibilizada automaticamente em uma plataforma online na nuvem, em que todos os dados são armazenados. Caso não tenha acesso à internet, o exame fica salvo no aparelho até conectar-se à rede. Dessa maneira, permite o diagnóstico remoto por um especialista alocado em qualquer lugar do mundo.

Sem dúvida, a portabilidade e o valor mais acessível da tecnologia democratiza o acesso a exames de retina. Isso porque custa aproximadamente US$ 5 mil contra US$ 120 mil do retinógrafo atual, que ainda necessita de integração com o computador.

 

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Conclusão

 

Sabemos que é essencial acompanhar e corrigir possíveis problemas no manejo da diabetes. E ter acesso aos dados corretos, e ainda de forma rápida, pode ajudar muito os médicos que sofrem com a falta do conhecimento do controle glicêmico do paciente.

Porém, não adianta o usuário ter os dispositivos com alta tecnologia em mãos se não for proativo nos cuidados do a dia a dia.

Sem dúvida, a tecnologia vai modificar muita coisa no controle desse problema. Entretanto, nunca substituirá o contato entre médico e paciente, que é um dos determinantes para o sucesso do tratamento.

 

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