De acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS), a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) afeta cerca de 10% das pessoas entre 65 e 74 anos e 30% das com mais de 75 anos no mundo todo. Só no Brasil, aproximadamente 3 milhões sofrem com esse problema, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

A DMRI atinge a mácula, parte central da retina e responsável pela nitidez da visão. Conforme progride, acarreta a perda da visão central. Infelizmente, os primeiros sintomas só aparecem quando a doença já está em estágio avançado. Como é uma doença em que o principal fator de risco é a idade, ocorre principalmente em pessoas com mais de 60 anos. Hoje, é uma das causas mais comuns de cegueira nessa idade.

Por isso, é primordial o diagnóstico ainda na fase inicial. Portanto, entenda neste post o que é a DMRI, as causas, os sintomas, como detectar, os tratamentos e como prevenir.

 

DMRI – o que é

 

Em primeiro lugar, vamos entender melhor o que é a Degeneração Macular Relacionada à Idade. A DMRI é responsável pela degeneração das células fotorreceptoras da mácula – pequena região central da retina. São essas células que transformam a luz do campo visual em impulsos elétricos e os levam ao cérebro, por meio do nervo óptico. Desse modo, é possível enxergar com nitidez.

Por esse motivo, quando a mácula é afetada, ocorre a perda progressiva da visão central.

A DMRI se divide em dois tipos: seca e úmida. Em seguida, conheça cada uma delas:

 

DMRI seca

 

Também conhecida como atrófica, é a mais comum – 90% de todos os casos. Porém, costuma prejudicar menos do que a DMRI úmida. Isso porque progride mais lentamente e, geralmente, não provoca a cegueira total. Dessa forma, a pessoa perde apenas a visão central, mas não o campo visual.

Tudo isso acontece devido às drusas (acúmulo de proteínas e gorduras nas células fotorreceptoras da mácula). Dessa maneira, ocorre a alteração na mácula, que se torna mais fina e para de funcionar corretamente.

 

DMRI

 

DMRI úmida

 

De fato, o tipo úmido ou exsudativo é o mais agressivo e raro, atingindo 10% dos pacientes. A evolução acontece muito rapidamente e, se não houver tratamento, perde-se a visão.

Neste caso, começam a formar vasos sanguíneos anormais na retina. Esse processo chama-se neovascularização. O perigo é que esses vasos podem provocar vazamento de líquido ou sangue, afetar a mácula e afetar a visão central.

 

DMRI – causas

 

Com toda a certeza, um dos fatores de risco predominantes é o avanço da idade. Ou seja, o envelhecimento. Porém, há outras causas que podem estar relacionadas ao surgimento da doença. Em seguida, conheça as principais:

  • Predisposição genética;
  • Pessoas caucasianas (pele e olhos claros);
  • Obesidade;
  • Hipertensão;
  • Alimentação rica em gordura saturadas e pobre em frutas e verduras;
  • Tabagismo;
  • Exposição excessiva ao sol;

 

DMRI

O envelhecimento é um dos principais fatores de risco da DMRI.

 

 

DMRI – Sintomas

 

Como já vimos, os principais sintomas são a visão embaçada, na fase intermediária, e a perda da visão central quando a doença já está no nível avançado. Infelizmente, a DMRI é assintomática no início.

No tipo seco, é mais difícil o paciente perder totalmente a visão central. Mas, as atividades que exigem foco são afetadas, como ler, dirigir, cozinhar e até ver rostos. Além disso, as cores perdem o brilho.

Já na DMRI úmida, a pessoa pode ter problemas mais graves de visão.

De fato, os dois olhos podem ser afetados. Contudo, geralmente um apresenta mais danos do que o outro.

 

DMRI – diagnóstico

 

O oftalmologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da DMRI. O médico realizará o mapeamento completo da retina, com exames como OCT (Tomografia de Coerência Óptica) e Agiofluoresceinografia.

 

DMRI – tratamentos

 

No caso da DMRI seca, o tratamento consiste basicamente em uma alimentação rica em frutas e vegetais, principalmente os de coloração amarela e laranja. Além disso, há a suplementação nutricional com complexos multivitamínicos específicos.

Sem dúvida, a evolução da doença será monitorada de perto pelo especialista. Por exemplo, já sabemos que ela progride demoradamente. Então, uma alteração mais séria pode acontecer mesmo depois de anos controlando a doença.

Em relação ao tipo úmido, são empregados medicamentos antiangiogênicos. Esses remédios secam os vasos sanguíneos anormais que causam danos à visão. De fato, há uma segunda opção de tratamento: a terapia fotodinâmica. Porém, é menos usado hoje em dia.

Se o paciente é diagnosticado com DMRI nos dois olhos, o médico pode sugerir a utilização de lente telescópica. O método é indicado para ampliar o campo de visão.

Recentemente, o SUS passou a oferecer tratamentos com medicamento antiogênico e exame de tomografia de coerência óptica (OCT).

 

DMRI – prevenção

 

Infelizmente, a Degeneração Macular Relacionada à Idade não tem cura. Contudo, é possível controlá-la e até recuperar a visão central perdida, principalmente nos casos do tipo úmido.

Mas, há hábitos que podem auxiliar na prevenção à doença. Em seguida, conheça alguns deles:

  • Mantenha a rotina de visitas ao oftalmologista em dia;
  • Evite fumar;
  • Controle o peso corporal;
  • Pratique atividades físicas regularmente;
  • Siga uma alimentação saudável, rica em frutas e verduras;
  • Se tiver mais de 60 anos, ou histórico familiar da doença, faça os exames oftalmológicos com a frequência indicada;
  • Evite exposição excessiva aos raios solares. Para isso, também opte por óculos com proteção ultravioleta.

 

Conclusão

 

Pronto! Agora você sabe tudo sobre DMRI. Neste post, explicamos o que é a doença, as causas, os sintomas, o diagnóstico, os tratamentos e como prevenir-se. Dessa forma, você pode ficar atento aos sintomas, principalmente se faz parte do grupo de risco, possui predisposição genética ou têm familiares acima de 60 anos.

Mas, acima de tudo, mantenha a regularidade das consultas com o seu oftalmologista em dia.

 

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