Fim de férias escolares e início do novo ano letivo. Além da compra de materiais escolares e uniformes, os pais também precisam ficar atentos a outro detalhe: a saúde dos olhos das crianças.

Segundo um levantamento recente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), 20% das crianças com até 10 anos sofrem com algum distúrbio de visão. Ainda de acordo com a instituição, isso ocorre principalmente devido a erros de refração no olho, como miopia, hipermetropia e astigmatismo.

Com toda a certeza, esses problemas prejudicam o aprendizado dos pequenos. Por isso, a hora é agora: veja neste post a importância de realizar exames de vista na volta às aulas, as principais doenças oculares que afetam os pequenos e como se prevenir.

Check-up oftalmológico

 

Em primeiro lugar, o ideal é visitar o oftalmopediatra ao menos uma vez por ano. Geralmente, os exames de vista realizados na consulta de rotina incluem:

  • Exames de refração: avaliação da acuidade visual e grau dos óculos, se houver necessidade;
  • Análise externa dos olhos e pupila;
  • Teste de motilidade ocular: verificação do movimento e alinhamento dos olhos.

Caso a criança apresente indícios de outros problemas de visão, o especialista pode solicitar exames complementares.

 

Foto: Portal da Oftalmologia

Principais doenças

 

Em seguida, conheça as alterações na visão mais comuns na infância:

 

Miopia

 

A miopia é um erro de refração que nos impede de enxergar com nitidez algo que está mais distante. Porém, não dificulta a visão de perto. Esse erro impossibilita que a luz que entra pelos olhos chegue até a retina, onde a imagem é focada. Isso ocorre porque o globo ocular é mais extenso. Por isso, a imagem se forma antes da retina, e não sobre ela, enviando ao cérebro a informação errada.

O distúrbio, se não for hereditário, desenvolve-se geralmente na época escolar.

Aliás, a miopia é considerada a doença do século pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Dentre os principais fatores de risco, está o uso de celulares e computadores por mais de seis horas por dia pelas crianças e adolescentes.

 

Hipermetropia

 

A hipermetropia é o contrário: não afeta a visão de longe, mas dificulta a de perto. Não conseguimos enxergar com nitidez porque a imagem se forma só depois da retina. E por que isso acontece? O globo ocular é um pouco mais achatado ou a córnea é mais plana. Por causa disso, o cérebro tem dificuldade em processar corretamente a imagem enviada.

Como os olhos das crianças já são menores, essa doença é comum na infância. Porém, pode sumir ao chegar na fase adulta.

Astigmatismo

 

Na miopia, não conseguimos focar no objeto distante. Na hipermetropia, no objeto próximo. E no astigmatismo? Aqui, nós enxergamos distorcido e embaçado tanto de longe quanto de perto.

Esse erro de refração afeta a córnea e/ou a lente, que deixam de ser simétricas. Ou seja, a curvatura da córnea é ovalada e não côncava, como deveria ser.

 

Estrabismo

 

Popularmente conhecido como vesgueira, o estrabismo se caracteriza pelo desequilíbrio na função dos músculos oculares. Isso gera o desalinhamento dos olhos.

 

Sintomas

 

Cada doença pode apresentar sintomas diferentes, mas é possível identificar os indícios de problemas na visão quando a criança:

  • Aperta ou esfrega os olhos constantemente;
  • Apresenta irritação nos olhos, como vermelhidão ou lacrimação;
  • Pisca muito;
  • Franze a testa para focar objetos distantes;
  • Aperta os olhos para enxergar de perto;
  • Queixa-se de dores de cabeça, tonturas e náuseas;
  • Apresenta alta sensibilidade à luz.

 

Conclusão

Por fim, você viu a importância de fazer exames de vista na volta às aulas. Busque fazer o check-up anual nessa época para garantir que possíveis problemas na visão não afetem o aprendizado dos pequenos.

 

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